Bem, um homem e mulher podem ser amantes, ou quererem ser amantes, ou estarem a tentar não ser amantes e a quererem ser só amigos, mas seja qual for o quadro, o sexo está sempre presente como uma sombra ou uma corrente subterrânea.
Diane Frolov e Andrew Schneider, argumentistas americanos, em Northern Exposure, Get Real, 1991
A amizade tem muito pouco ou nada a ver com sexo. A amizade é diferente de muitas formas de amor, por isso mesmo. E no entanto, de uma forma ou de outra, o sexo pode interferir na amizade, condicionando-a.
Todos sabemos quanto o sexo pode baralhar as relações de amizade entre o homem e a mulher. Os sentimentos sexuais não correspondidos podem originar situações de reserva e recuos dos parceiros que são desejados e não sentem desejo em si. E isso pode impedir o desenvolvimento da amizade, ou representar o seu fim.
Mas há outras formas de a amizade e o sexo se cruzarem, condicionando-se mutuamente. Pense-se no caso de Aristóteles, e no seu conceito de amizade. Quando ele descreveu a amizade como equivalente a uma «mesma alma vivendo em dois corpos», aparentemente estava a conceber uma amizade independente da questão do sexo e da relação de amor entre homem e mulher.
Mas não. A amizade concebida por Aristóteles associava-se a concepções de desvalorização declarada da mulher e do amor conjugal, no quadro dos estereótipos sociais da época e das opiniões de Aristóteles. As mulheres eram, para ele, seres de segunda («As mulheres são limitadas por natureza. (…) A mulher é como se fosse um macho estéril», escreveu ele).
Todos sabemos quanto o sexo pode baralhar as relações de amizade entre o homem e a mulher. Os sentimentos sexuais não correspondidos podem originar situações de reserva e recuos dos parceiros que são desejados e não sentem desejo em si. E isso pode impedir o desenvolvimento da amizade, ou representar o seu fim.
Mas há outras formas de a amizade e o sexo se cruzarem, condicionando-se mutuamente. Pense-se no caso de Aristóteles, e no seu conceito de amizade. Quando ele descreveu a amizade como equivalente a uma «mesma alma vivendo em dois corpos», aparentemente estava a conceber uma amizade independente da questão do sexo e da relação de amor entre homem e mulher.
Mas não. A amizade concebida por Aristóteles associava-se a concepções de desvalorização declarada da mulher e do amor conjugal, no quadro dos estereótipos sociais da época e das opiniões de Aristóteles. As mulheres eram, para ele, seres de segunda («As mulheres são limitadas por natureza. (…) A mulher é como se fosse um macho estéril», escreveu ele).
O amor conjugal – e o amor romântico e lírico muito particularmente – são largamente subestimados e até negados por Aristóteles. A amizade de Aristóteles – restrita a homens - era uma amizade misógina, algo que no fundo procurava negar a importância do amor inspirado pelo sexo, bem como a importância da mulher. Ainda que por uma via subterrânea, o sexo (ou a sua desvalorização) inspirou as concepções aristotélicas de amizade. Ou seja: a amizade e o sexo, de uma forma ou de outra, acabam por não ser realidades tão estranhas e separadas quanto por vezes pensamos ser.
Fonte: Google.com
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