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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sinais do namoro indicam hora certa para trocar alianças

Depois de alguns anos de namoro, vocês começam a fazer planos de uma vida a dois. Quando surge o assunto, além da expectativa, nada mais natural que ficar indeciso e sentir um friozinho na barriga. Mas, acredite, alguns sinais do relacionamento mostram se esse é o momento ideal – ou não – para subir no altar.
Nesta entrevista ao Terra, Ana Canosa, psicóloga e terapeuta da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (Sbrash), tira as dúvidas dos casais que pensam em casamento. "A hora certa para casar está mais relacionada ao emocional do que às necessidades concretas", analisa Ana.
Há sinais no namoro que indicam sucesso no casamento?Ana Canosa: Sim. O casamento poderá ter sucesso quando, durante o namoro, o casal percebe que tem os mesmos valores, convive em paz com os amigos de cada um, possui projetos comuns para o futuro e acredita que dois somam forças e progridem melhor do que um sozinho. Outros sinais são vida sexual ativa e prazerosa, diálogo franco sobre os conflitos e capacidade para solucionar juntos problemas familiares.
A ideia de que "o namoro não está bom, mas isso pode melhorar quando a gente casar" é pura fantasia? Ana: Totalmente. A chance de os conflitos se acentuarem no casamento é infinitamente maior, porque o cotidiano de um casal está mais sujeito ao estresse que o namoro.
Existe o momento ideal para subir no altar? Ana: O momento certo para o casamento está mais relacionado com o estado emocional do que com as necessidades concretas. É bom casar quando há um teto para morar, condição financeira para manter as despesas do lar e dedicar cuidados um ao outro. Mas o que vai contar para que o passo seja certeiro é a capacidade de assumir o compromisso de cuidar do outro e de fazê-lo feliz. É importante ter maturidade e saber que a vida pessoal terá menos espaço em detrimento da vida a dois.
Por que algumas pessoas perdem o encanto pelo parceiro depois do casamento?
Ana
: O encanto muitas vezes desaparece depois do casamento porque viver com o outro é entrar em contato com todas as suas características, sua intimidade e sua maneira de orientar a vida. Tomar decisões a dois é mais difícil, assim como entender o tempo do outro na convivência. É muito frustrante perceber que o outro é repleto de defeitos (aos nossos olhos). Muitos não suportam a intimidade do casamento e preferem o mistério do namoro, em que sempre há o que descobrir e o outro mostra, geralmente, o melhor de si.
De que forma o desencanto pode ser evitado?
Ana
: Não há como evitar certa frustração, mas é importante entender esse processo como natural e se concentrar no que o outro tem de melhor. Preservar os momentos de lazer e de intimidade e fomentar o bom humor são ações importantes para enfrentar os dissabores da convivência.
Qual o segredo para a paixão não terminar após trocar as alianças?
Ana
: Com o passar do tempo, a paixão vai diminuir e pode mesmo acabar. O que sobra é a sua "faísca" e a memória afetiva dos tempos em que ela alimentava a relação. Isso pode ser resgatado, em parte e com outra intensidade, no cotidiano, quando o casal decide manter a intimidade, festejar, comemorar, ter prazer, viajar e se descobrir. Quando a paixão diminui, há uma escolha a fazer: amar o outro como ele é (e não de maneira idealizada) ou sair em busca de uma nova paixão.

Fonte: www.terra.com.br

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